Fernando Lemos: um perfil do artista plástico luso-brasileiro

Poucos artistas personificam tão bem a conexão entre Portugal e Brasil no domínio das artes quanto Fernando Lemos, 91.

Nesta reportagem, para a edição de novembro da revista UP, da TAP Portugal Airlines, tive o prazer de fazer um perfil deste artista que transitou com desenvoltura pela fotografia, escultura, desenho, poesia e tantos outros suportes.

Leia um pequeno trecho abaixo:

“Fotógrafo, desenhista, poeta, pintor, designer: os diferentes suportes em que já se manifestou a arte de Fernando Lemos fazem com que os críticos – e com que ele próprio – não consigam limitar a apenas uma categoria a natureza de sua vasta obra, que é referência no segundo modernismo e no surrealismo em Portugal e no mundo.

Em plena atividade aos 91 anos, o lisboeta, radicado desde 1953 no Brasil – pai de cinco filhos, casado com a psicóloga Beatrix Overmeer, sua segunda esposa –, não pensa em parar. Nos últimos anos, porém, trocou as grandes obras, feitas em seu ateliê, por artes plásticas de dimensões mais modestas, que podem ser confecionadas em casa mesmo. “Minha coluna já não aguenta [as obras gigantescas]. Mas, com a tecnologia, a questão da escala é só um detalhe”, diz ele, que comemora a facilidade da ampliação de desenhos e fotos trazida com a informática.

Pressionado pelo regime autoritário de António Salazar (1926-1974), Fernando Lemos, assim como outros artistas do período, acaba abandonando Portugal, primeiro para a então capital brasileira, Rio de Janeiro, e depois para São Paulo, onde vive até hoje. A receção no Brasil foi em grande estilo: rapidamente, o português foi adotado pelo efervescente movimento artístico nacional. Além das fotografias, trazia na bagagem cartas de recomendação de nomes portugueses como Jorge de Sena e Adolfo Casais Monteiro. Figuras como Manuel Bandeira e o poeta Carlos Drummond de Andrade passaram a fazer parte de seu círculo de convívio e ajudaram a lhe abrir as portas para a cena artística também no Brasil.

Confira a íntegra da reportagem no site da revista UP.

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